sábado, 25 de fevereiro de 2012

A QUEM DEDICO ESTE BLOG?








A você!





O blog FREUD EXPLICA  foi construído com intuito de responder as mais diversas interrogações as quais  nos cercam enquanto seres humanos.Nascemos,crescemos ,procriamos ou não e finalmente morremos e nesta trajetória muitas coisas acontecem.Coisas boas, coisas ruins enfim , temos que aprender a conviver ou não com  todos  estes acontecimentos.E são nessas escolhas, que nos deparamos mais adiante com os frutos das mesmas. As quais nos perguntamos : Onde eu errei?Em que momento isso aconteceu?Como eu pude fazer isso?ou por que eu sou assim? Freud por meio da Psicanálise tem contribuído muito para promoção do nosso auto conhecimento.Faça uso da mesma você também .E  conviva melhor com o mundo e com você mesma.


"A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz."
Sigmund Freud

 Por Claudine Oliveira(Pedagoga e Psicanalista Clínica)




El blog FREUD EXPLICA fue construido con la intención de responder a varias preguntas que nos rodean como seres humanos.Nascemos, crecer, procrear o no y, finalmente, morir y esta trayectoria acontecem.Coisas muchas cosas buenas, cosas malas, finalmente tendrá que aprender a vivir o no con todos estos acontecimentos.Eson estas opciones, nos enfrentamos más con los frutos de los mismos. ¿Qué nos preguntamos: ¿Dónde me equivoqué ¿Cuándo ocurrió esto ¿Cómo puedo hacer esto o por qué soy así?? Por el psicoanálisis de Freud ha contribuido mucho a promover nuestro conhecimento.Faça auto también puede usar el mismo. Y mezclarse con losmejores del mundo y consigo mismo.


"La felicidad es un problema individual. En este caso, no hay ninguna información válida. Cada uno debe buscar por sí mismos, ser feliz."
Sigmund Freud

Por Claudine Oliveira (Psicoanalista Clínica y educador )

Biografia Freudiana


Biografia Freudiana






Sigmund Freud (Viena,1856 – Londres, 1939), médico austríaco e fundador da psicanálise. Nascido em Freiberg, na Moravia (ou Pribor, na República Tcheca), em 6 de maio de 1856, é chamado Schlomo (Salomo) Sigismund, Sigmund Freud era filho de Amália Freud e de Jacob Freud, e filho mais velho do terceiro casamento de seu pai.
Circuncidado ao nascer, o jovem Sigmund recebeu uma educação judaica não tradicionalista e aberta à filosofia do Iluminismo. Era adorado pela mãe, que o chamava “meu Sigi de ouro”, e amado pelo pai, que lhe transmitiu os valores do judaísmo clássico. Tinha uma afeição especial por sua governanta tcheca e católica, Monika Zajic, apelidada Nannie, que o levava para visitar igrejas, falava-lhe do “bom Deus” e lhe revelou outro mundo além do judaísmo e da judeidade. Talvez ela também tenha desempenhado um papel em sua aprendizagem da sexualidade.
Freud nasceu em uma família de abastados comerciantes judeus. Sempre se destaca a complexidade das relações intrafamiliares. Seu pai, Jakob Freud, que exercia o ofício de comerciante de lã e têxteis, casou-se, pela primeira vez, aos 17 anos e teve dois filhos (Emmanuel e Philippe). Viúvo, casa-se novamente com Amália Nathanson, de 20 anos, idade do segundo filho de Jakob. Freud será o mais velho dos oito filhos do segundo casamento de seu pai, e seu companheiro preferido de brinquedos foi seu sobrinho, que tinha um ano a mais do que ele. Do casamento de Jacob e Amália nasceram os seguintes irmãos de Freud: Julius, Anna, Débora (Rosa), Marie (Mitzi), Adolfine (Dolfi), Pauline (Paula) e Alexander.
Foi um aluno muito bom em seus estudos secundários, e foi sem uma vocação especial que no outono de 1873, Freud começou seu estudo de medicina. Devem se destacar duas coisas, uma ambição precocemente formulada e reconhecida e “o desejo de contribuir com alguma coisa, durante sua vida, para o conhecimento da humanidade” (“Psicologia dos Estudantes”,1914). Sua curiosidade, “que visava mais às questões humanas do que às coisas da natureza” (“Um Estudo Autobiográfico” [Selbstdarstellung],1925) leva-o a acompanhar, ao mesmo tempo, durante três anos, as conferências de F. Brentano, várias delas dedicadas a Aristóteles. Em 1880, publicou a tradução de vários textos de J.S.Mill: “Sobre a emancipação da mulher”, “Platão”, “A questão operária”, “O socialismo”.
Sua primeira publicação data de 1877: “Sobre a Origem das Raízes Nervosas Posteriores da Medula Espinhal dos Amoceta” (Petromyzon planeli), enquanto a última, referente às Paralisias cerebrais infantis, de 1897, esse texto mostra que Freud trabalhava na elaboração de uma teoria do funcionamento específico das células nervosas (os futuros neurônios), como se veria em seu “Projeto para uma psicologia científica” de 1895. Durante esses 20 anos, pode-se reunir 40 artigos (fisiologia e anátomo-histologia do sistema nervoso).
Freud entrou no Instituto de Fisiologia, dirigido por E.Brücke, após três anos de estudos médicos, em 1876. Depois dessa experiência, Freud passou do instinto de zoologia para o de fisiologia, tornando-se aluno de Ernst Wilhelm von Brucke, eminente representante da escola antivitalista fundada por Helmholtz. Foi nesse instituto, onde ficou seis anos, que fez amizade com Josef Breuer. Entre 1879 e 1880, forçado a uma licença para cumprir o serviço militar, enganava o tédio traduzindo quatro ensaios de John Stuart Mill (1806-1873), sob a direção de Theodor Gomperz (1832-1912), escritor e helenista austríaco, responsável pela publicação alemã das obras completas desse filósofo inglês, teórico do liberalismo político.
O trabalho de Freud sobre a afasia (Uma concepção da afasia, estudo crítico[Zur Auffassung der Aphasien], 1891) permanecerá na sombra, embora ofereça a mais aprofundada e notável elaboração da afasiologia da época. Suas esperanças de notoriedade tampouco foram satisfeitas por seus trabalhos sobre a cocaína, publicados de 1884 a 1887. Havia descoberto as propriedades analgésicas dessa substância, negligenciando as propriedades anestésicas, que seriam utilizadas com sucesso por K.Koller. A lembrança desse fracasso vai ser um dos elementos que originaram a elaboração de um sonho de Freud, a “monografia botânica”.
Freud se encontrava, no início da década de 1880, na posição de pesquisador em neurofisiologia e de autor de trabalhos de valor, mas que não lhe permitia, por falta de assegurar a subsistência de uma família. Apesar de suas reticências, a única oferecida era abrir um consultório de neurologista na cidade, o que fez, de forma surpreendente, no domingo de Páscoa, 25 de abril de 1886.
Em 1882, depois de obter seu diploma, ficou noivo de Martha Bernays (Martha Freud), que se tornaria sua mulher. Por razões financeiras, renunciou então à carreira de pesquisador e decidiu tornar-se clínico. Nos três anos seguintes, trabalhou no Hospital Geral de Viena, primeiro no serviço de Hermann Nothnagel, depois no de Theodor Meynert. Ali, ficou conhecendo Nathan Weiss (1851-1883), e quando esse novo amigo se suicidou por enforcamento, Freud ficou transtornado. “Sua vida, escreveu a Martha, parece ter sido a de um personagem de romance, e sua morte uma catástrofe inevitável.”
Em 1885, nomeado “Privatdozent” de neurologia, Freud obteve uma bolsa de estudos graças à qual pudera realizar um de seus sonhos, ir a Paris. Queria muito encontrar-se com Jean Martin Charcot, cujas experiências sobre a histeria o fascinavam. Foi assim que teve um encontro determinante, na Salpêtrière, com Charcot. Em 1885, nomeado “Privatdozent” de neurologia, Freud obteve uma bolsa de estudos graças à qual pudera realizar um de seus sonhos, ir a Paris. Queria muito encontrar-se com Jean Martin Charcot, cujas experiências sobre a histeria o fascinavam. Foi assim que teve um encontro determinante, na Salpêtrière, com Charcot.
De volta a Viena, instalou-se como médico particular, abrindo um consultório na Rathausstrasse. Freud também trabalhava, três tardes por semana, como neurologista na Clínica Steindlgasse, primeiro instituto público de pediatria, dirigido pelo professor Max Kassowitz (1842-1913). Em setembro de 1886, casou-se com Martha, e no dia 15 de outubro fez uma conferência sobre a histeria masculina na Sociedade dos Médicos, onde teve uma acolhida glacial, não em razão de suas teses (etiológicas), como diria depois, mas porque atribuía a Charcot a paternidade de noções que já eram conhecidas pelos médicos vienenses.
Em 1887, um mês depois do nascimento de sua filha Mathilde (Hollitscher), Freud ficou conhecendo Wilhelm Fliess, brilhante médico judeu berlinense, que fazia amplas pesquisas sobre a fisiologia e a bissexualidade. Era o início de uma longa amizade e de uma soberba correspondência íntima e científica. Apesar de várias tentativas, Fliess não conseguiria curar Freud de sua paixão pelo fumo: “Comecei a fumar aos 24 anos, escreveu em 1929, primeiro cigarros, e logo exclusivamente charutos [...]. Penso que devo ao charuto um grande aumento da minha capacidade de trabalho e um melhor autocontrole.”
Freud começa a utilizar os meios de que dispunha, a eletroterapia de W.H. Erb, a hipnose e a sugestão. As dificuldades encontradas levam-no a se ligar a A.A. Liébault e H. M. Bernheim, em Nancy, durante o verão de 1889. Traduz, aliás, as obras deste último para o alemão. Encontra nelas a confirmação das reservas e decepções que ele próprio sentia por tais métodos.
Durante um ano, utilizou os métodos terapêuticos aceitos na época: massagens, hidroterapia, eletroterpia. Mas logo constatou que esses tratamentos não tinham nenhum efeito. Assim começou a utilizar a hipnose, inspirando-se nos métodos de sugestão de Hippolyte Bernheim, a quem fez uma visita por ocasião do primeiro congresso internacional de hipnotismo, que se realizou em Paris em 1889.
Em “L’ Hérédité et l’Étiologie dês Névroses”, publicado em francês, em 1896, na “Revue neurologique”, Freud de fato afirma: “Experiência de passividade sexual antes antes da puberdade; é essa, pois, a etiologia específica da histeria”. No artigo, é empregado pela primeira vez o termo “psicanálise”. Foi também durante esses anos que a reflexão de Freud sobre a súbita interrupção feita for Breuer no tratamento de Anna O levou-o a conceber a transferência.
Finalmente, deve-se assinalar a redação, em poucas semanas, no final de 1895, de “Projeto para uma Psicologia Científica” (Entwurf einer Psychologie), que Freud nunca irá publicar e que constitui, no começo, sua última tentativa de apoiar a psicologia sobre os dados mais recentes da neurofisiologia.
Trabalhando ao lado de Breuer, Freud abandonou progressivamente a hipnose pela catarse, inventou o método da associação livre, e enfim a psico-análise. Essa palavra foi empregada pela primeira vez em 1896, e sua invenção foi atribuída a Breuer. Em 1897, com um relatório favorável de Nothnagel e de Richard von Krafft-Ebing, o nome de Freud foi proposto para receber o prestigioso título de professor extraordinário. Sua nomeação foi ratificada pelo imperador Francisco-José no dia 5 de março de 1902.
Freud era um grande leitor de literatura inglesa, alimentando-se especialmente da obra de Shakespeare: “Uma idéia atravessou o meu espírito, escreveu a Fliess em 1897, de que o conflito edipiano encenado em ‘Édipo rei’ de Sófocles poderia estar também no cerne de Hamlet. Não acredito em uma intenção consciente de Shakespeare, mas, antes, que um acontecimento real levou o poeta a escrever esse drama, tendo seu próprio inconsciente lhe permitido compreender o inconsciente do seu herói.” A ruptura definitiva com Fliess ocorrerá em 1902.
Da nova teoria do inconsciente nasceria um segundo grande livro, publicado em novembro de 1899, “A Interpretação dos Sonhos” (Die Traumdeutung), no qual é relatado o sonho da “Injeção de Irmã”, ocorrido quando Freud estava em Bellevue, em julho de 1895, em um pequeno castelo na floresta vienense: “Você acredita, (escreveu a Fliess no dia 12 de julho de 1900), que haverá um dia nesta casa uma placa de mármore com esta inscrição: Foi nesta casa que, em 24 de julho de 1895, o ministério do sonho foi revelado ao doutor Sigmund Freud? Até agora, tenho pouca esperança.” O postulado inicial introduz uma ruptura radical com todos os discursos anteriores. O absurdo, a incongruência dos sonhos não é um acidente de ordem mecânica; o sonho tem um sentido, esse sentido está escondido e não decorre das figuras utilizadas pelo sonho, mas de um conjunto de elementos pertencentes ao próprio sonhador, fazendo com que a descoberta do sentido oculto dependa das “associações” produzidas pelo sujeito. Exclui-se, portanto, que esse sentido possa ser determinado sem a colaboração do sonhador.
Aquilo com que estamos lidando é um texto; sem dúvida, o sonho é constituído principalmente de imagens, mas o acesso a elas só pode ser obtido pela narrativa do sonhador, que constitui seu “conteúdo manifesto”, que é preciso decifrar,
A posição de Freud, aqui, é a mesma expressa no “Projeto”: “O inconsciente é o próprio psíquico e sua realidade essencial. Sua natureza íntima nos é tão desconhecida como a realidade do mundo exterior, e a consciência nos ensina sobre ela de uma maneira tão incompleta como nossos órgãos dos sentidos sobre o mundo exterior”.
Em 1902, com Alfred Adler, Wilhelm Stekel, Max Kahane (1866-1923) e Rudolf Reitler (1865-1917), fundou a Sociedade Psicológica das Quartas-Feiras, primeiro círculo da história do freudismo. Durante os anos que se seguiram, muitas personalidades do mundo vienense se juntaram ao grupo: Paul Federn, Otto Rank, Fritz Wittels, Isidor Sadger. Foi durante essas reuniões que se elaborou a idéia de uma possível aplicação da psicanálise a todas as áreas do saber: literatura, antropologia, história, etc. O próprio Freud defendeu a noção de psicanálise aplicada, publicando uma fantasia literária: “Delírios e sonhos na Gradiva de Jensen (1907)”.
Em 1907 e 1908, o círculo dos primeiros discípulos freudianos se ampliou ainda mais, com a adesão à psicanálise de Hanns Sachs, Sandor Ferenczi, Karl Abraham, Ernest Jones, Abraham Arden Brill e Max Eitingon.
Durante o primeiro quarto do século, a doutrina freudiana se implantou em vários países: Grã-Bretanha, Hungria, Alemanha, costa leste dos Estados Unidos. Na Suíça produziu-se um acontecimento maior na história do movimento psicanalítico : Eugen Bleuler, médico-chefe da clínica do Hospital Burghölzli de Zurique, começou a aplicar o método psicanalítico ao tratamento das psicoses, inventando ao mesmo tempo a noção de esquizofrenia. Uma nova “terra prometida” se abriu assim à doutrina freudiana: ela podia a partir de então investir o saber psiquiátrico e tentar dar uma solução para o enigma da loucura humana.
Temendo o anti-semitismo e que a psicanálise fosse assimilada a uma “ciência-judaica”, Freud decidiu “desjudalizá-la”, pondo Jung à frente, como presidente, do movimento. Depois de um primeiro congresso, que reuniu em Salzburgo em 1908 todas as sociedades locais, criou com Ferenczi, em Nuremberg, em 1910, uma associação internacional, a Sociedade Psicanalítica de Viena “Internationale Psychoanalytische Vereinigung” (IPV). Em 1933, a sigla alemã seria abandonada. A IPV se tornaria então a Associação Internacional de Psicanálise “International Psychoanalytical Association” (IPA).
Entre 1909 e 1913, Freud publicou mais duas obras: “Leonardo da Vinci e uma lembrança da sua infância” (1910) e “Totem e tabu” (1912-1913). A partir de 1910, a expansão do movimento se traduziu por dissidências, tendo como motivo simultaneamente quer elas pessoais e questões teóricas e técnicas. Às rivalidades narcísicas se acrescentaram críticas sobre a duração dos tratamentos, a questão da transferência e da contratransferência, o lugar da sexualidade e a definição da noção de inconsciente.
Inicialmente, está a questão do pai, tratada com uma excepcional amplidão, em “Totem e tabu”, e retomada a partir de um exemplo particular, em “Moisés e o monoteísmo” (1932-1938). Ela constitui um dos pontos mais difíceis da doutrina de Freud, devido ao polimorfismo da função paterna em sua obra.
pequeno tumor, que devia ser logo extirpado. Em um primeiro tempo, Felix Deutsch, seu médico, lhe ocultou a natureza maligna desse tumor. Freud se indispôs com ele. Seis meses depois, Hans Pichler, cirurgião vienense, procedeu a uma intervenção radical: a ablação dos maxilares e da parte direita do palato. Trinta e uma operções seriam feitas posteriormente, sob a supervisão de Max Schur. Freud foi obrigado a suportar uma prótese, que ele chamava de “monstro”. “Com seu palato artificial, escreveu Zweig, ele tinha visivelmente dificuldade para falar [...]. Mas não abandonava seus interlocutores. Sua alma de aço tinha a ambição particular de provar a seus amigos que sua vontade era mais forte que os tormentos mesquinhos que o seu corpo lhe infligia [...]. Era um combate terrível, e cada vez mais sublime à medida que se estendia
A doença não impedia Freud de prosseguir com suas atividades, mas o mantinha afastado das questões do movimento psicanalítico, e foi Jones quem presidiu os destinos da IPA a partir de 1934, data na qual Max Eitingon foi obrigado a deixar a Alemanha.
Apaixonado por telepatia, Freud não hesitou em se dedicar, com Ferenczi, entre 1921 e 1933, a experiências ditas “ocultas”, que iam contra a política jonesiana, que visava dar à psicanálise uma base racional, científica e médica
Em 21 de setembro, pegou a mão de Max Schur e lembrou o primeiro encontro dos dois: “Você prometeu não me abandonar quando chegasse a hora. Agora é só uma tortura sem sentido.” Depois, acrescentou: “Fale com Anna; se ela achar que está bem, vamos acabar com isso.” Consultada, Anna quis adiar o instante fatal, mas Schur insistiu e ela aceitou a decisão. Por três vezes, ela deu a Freud uma injeção de três centigramas de morfina. Em 23 de setembro, às três horas da manhã, depois de dois dias de coma, Freud morreu tranqüilamente: “Foi a sublime conclusão de uma vida sublime, escreveu Zweig, uma morte memorável em meio à hecatombe, daquela época mortífera. E quando nós, seus amigos, enterramos seu caixão, sabíamos que confiávamos à terra inglesa o que a nossa pátria tinha de melhor.” As cinzas de Freud repousam no crematório de Golders Green.
Centenas de obras foram escritas no mundo sobre Freud e algumas dezenas de biografias lhe foram consagradas, de Fritz Wittels a Peter Gay, passando por Lou Andréas Salomé, Thomas Mann, Siegfried Bernfld, Ernest Jones, Ola Andersson, Henri F. Ellenberger, Max Schur, Kurt Eissler, Didier Anzieu, Carl Schorske. Sua obra, traduzida em cerca de 30 línguas, é composta de 24 livros propriamente ditos (dos quais dois em colaboração, um com Josef Breuer, outro com William Bullitt) e de 123 artigos. Freud também escreveu prefácios, necrológios, intervenções diversas em congressos e contribuições para enciclopédias.
Acredita-se geralmente que a psicanálise renovou o interesse tradicionalmente atribuído aos eventos da existência para compreender ou interpretar o comportamento e as obras dos homens excepcionais. Isso não é verdade, e Freud, sobre isso, é categórico: “Quem quiser se tornar biógrafo deve se comprometer com a mentira, a dissimulação, a hipocrisia e até mesmo com a dissimulação de sua incompreensão, pois a verdade biográfica não é acessível e, se o fosse, não serviria de nada” (carta a A. Zweig, de 31 de maio de 1936).
Freud publicou 21 artigos sobre temas diversos: neurologia, medicina, histologia, cocaína, etc. Esses artigos foram recenseados em 1973 por Roger Dufresne.
Freud ousava a cada instante expressar o que pensava, mesmo quando sabia que inquietava e perturbava com suas declarações claras e inexoráveis; nunca procurava tornar sua posição menos difícil através da menor concessão, mesmo de pura forma. Estou convencido de que Freud poderia ter exposto, sem encontrar resistência por parte da universidade, quatro quintos de suas teorias, se estivesse disposto a vesti-las prudentemente, a dizer “erótico” em vez de “sexualidade”, “Eros” em vez de “libido” e a não ir sempre até o fundo das coisas, mas limitar-se a sugeri-las. Mas, desde que se tratasse de seu ensino e da verdade, ficava intransigente; quanto mais firme era a resistência, tanto mais ele se afirmava em sua resolução. Quando procuro um símbolo da coragem moral- o único heroísmo no mundo que não exige vítimas – vejo sempre diante de mim o belo rosto de Freud, com sua clareza viril, com seus olhos sombrios de olhar reto e viril”.
Bibliografia:



FREUD, SIGMUND, Obras Psicológicas Completas versão 2.0.

ROUDINESCO, ELISABETH - Dicionário de Psicanálise, Jorge Zahar Editor, RJ-1997.

CHEMAMA, ROLAND - Dicionário de Psicanálise Larousse, Artes Médicas, RS-1995.

LAPLANCHE E PONTALIS – Vocabulário da Psicanálise, Martins Fontes, SP-2000.

KAUFMANN, PIERRE – Primeiro Grande Dicionário Lacaniano, Jorge Zahar Editor, RJ-1996.

NASIO, J-D - Introdução às Obras de Freud, Ferenczi, Groddeck, Klein, Winnicott, Dolto, Lacan, Jorge Zahar Editor, RJ-1995.
Fonte:http//fundamentos.freud.vilabol.uol.com.br/bic

O que é Psicanálise?










O Que é Psicanálise?



Quem sou? O que quero? O que faço?
Quem nunca se fez essas perguntas antes? Mas são poucos os que acham respostas! A Psicanálise veio ajudar o indivíduo a encontrar-se na vida e a achar uma saída para seu conflito interno, compreendendo tais acontecimentos, elaborando e dando um novo sentido à vida, descobrindo quem somos verdadeiramente e não quem representamos ser para nós mesmos e para os outros.
O que é Psicanálise?
A psicanálise surgiu na década de 1890, por Sigmund Freud, através de conversas com pacientes, Freud acreditava que seus problemas originaram-se de uma não aceitação de tais acontecimentos em sua vida, sendo assim, reprimindo seus desejos no inconsciente, nascendo daí uma fantasia. O método básico da Psicanálise é o cliente numa postura relaxada, é solicitado a dizer tudo o que lhe vem à mente: sonhos, esperanças, desejos, fantasias, como também as experiências vividas nos primeiros anos de vida em família. Geralmente o analista simplesmente escuta, fazendo comentários somente quando no seu julgamento profissional visualiza uma oportunidade para que o cliente . tome conscientes os conteúdos reprimidos que precisam ser esclarecidos. Escutando seu cliente o analista tenta manter uma atitude de neutralidade. Uma postura de não-julgamento visando criar um ambiente seguro. Tendo como propósito descobrir as necessidades, complexos, traumas e tudo aquilo que perturba o equilíbrio emocional do indivíduo e que se encontra recalcada (afastada e presa) no inconsciente, visando a reeducação afetiva da pessoa, por meio da conscientização dos motivos que a levam a ter determinados comportamentos ou sintomas. A análise consiste essencialmente na evidenciação do significado inconsciente das palavras, ações e produções imaginárias (sonhos, fantasias, etc.) de um indivíduo.
Quem deve fazer análise?
Todas as pessoas que desejem conscientizar-se e compreender o sentido inconsciente de suas ações e sentimentos. Por tratar-se de uma técnica de tratamento cujo o maior recurso é analisar o indivíduo, está indicada para todos os clientes que apresentem algum sintoma como, por exemplo, depressão, stress, impulsividade, sentimento de culpa, complexos, traumas, tristeza e dificuldades em função de relacionamentos em geral, sintomas corporais sem causas especificadas, obsessões, medos, crises de ansiedade, dificuldade de aprendizagem, problemas sexuais de origem emocional, pânico, transtornos de humor e de personalidade, uso abusivo de álcool e drogas, relacionamentos conjugais, dentre outros.
Quais os resultados da Psicanálise?
Os resultados que se podem esperar de seu processo é uma maior compreensão das ações e sentimentos. do cliente, obtendo um auto conhecimento e auto-controle. De posse de uma maior compreensão a respeito de si mesmo, o cliente tenderá a viver de forma mais consciente, agindo em favor de uma melhor qualidade de vida para si, reduzindo, potencialmente, a manifestação dos sintomas antes vivenciados, enfim, promovendo mudanças em si mesmo.
Estando em outro tratamento, posso fazer análise?
A psicanálise pode ser utilizada também como uma terapia de apoio nos casos de tratamentos de ordem psiquiátrica, não inviabilizando ou mesmo substituindo a necessidade do acompanhamento médico e medicamentoso.
Fonte:http://scopsi.com.br/o-que-e-psicanalise

Qual a diferença entre Psicologia,Psicanálise e Psiquiatria?




Qual a diferença entre Psicologia,Psicanálise e Psiquiatria?



Por Anna Paula Rodrigues Mariano, Psicóloga e Psicoterapeuta Existencial
É muito comum surgirem dúvidas que se referem à diferença entre a Psicologia, a Psicanálise e a Psiquiatria. Por esse motivo, vamos esclarecer de forma sucinta algumas diferenças entre esses três saberes.
Psicologia é a ciência que estuda os aspectos emocionais, cognitivos e comportamentais do ser humano. São diversas as abordagens psicológicas existentes, cada uma com sua proposta de entendimento do homem e do mundo. De acordo com cada abordagem são estabelecidas as técnicas e os conceitos que serão trabalhados no processo psicoterapêutico. Podemos citar como exemplos de abordagens a fenomenológico-existencial, a Gestalt-terapia, a terapia cognitivo-comportamental (TCC). O profissional pode atuar em várias áreas, como por exemplo: a clínica, a educacional e a organizacional.
Psicanálise é a teoria criada por S. Freud para explicar o funcionamento psíquico do homem, tomando como ponto de partida o inconsciente, portanto muito mais do que o comportamento em si, a Psicanálise busca o significado, a trama imaginária, implícito nesse comportamento. Essa teoria surge paralelamente à Psicologia, delimitando marcações claras entre ambas. Enquanto formação, a Psicanálise não é oferecida como curso universitário, mas como uma especialização, onde qualquer profissional que tenha nível universitário pode fazer essa opção. Encontramos frequentemente psicólogos, psiquiatras, neurologistas, fonoaudiologistas com essa formação.
A Psiquiatria é uma especialidade da Medicina, pré-existente à Psicologia e a Psicanálise. O profissional dessa área necessariamente é um médico que está habilitado para cuidar de doenças mentais. Utiliza-se do modelo médico no processo de diagnóstico e tratamento e tem autonomia para receitas medicamentos.

Fonte:http//www.espacocuidar.com.br/psicologia









Educação e Psicanálise


Educação e Psicanálise





Por: Claudine Oliveira (Pedagoga e Psicanalista clínica)

Freud acalentava o sonho de que um dia a Psicanálise pudesse ser colocada a serviço da sociedade como um todo e, principalmente, da educação. Apesar de não ter sido a educação seu principal objeto de estudo, quem tem feito o uso da Psicanálise no âmbito das relações interpessoais, tem percebido o quanto a mesma tem ajudado na interpretação e compreensão  das ações   no cenário educativo.
A escola vive hoje, momentos difíceis os modelos escolhidos pelos nossos alunos tem nos levado a uma série de questionamentos que nem sempre encontramos uma única resposta para tudo, pois nem sempre essas escolhas são conscientes.
 Freud  levantou uma hipótese  certa época,  que todo educador deveria experimentar um divã antes de adentrar no sagrado espaço da sala de aula para que assim, pudesse cuidar de se, antes de cuidar do outro e principalmente estar ciente de suas marcas.
“Quando nasceu a psicanálise, os educadores progressistas entusiasmaram-se com a possibilidade de uma nova pedagogia, que, possuindo mais compreensão e concedendo mais liberdade á criança, impedisse o surgimento das angústias e neuroses. Com aprofundamento da pesquisa psicanalítica, logo se percebeu que essa esperança era pouco realista. A ausência de restrições e de orientações pode produzir delinquentes, em vez de crianças saudáveis. As angustias são inevitáveis mesmo a infância mais feliz tem seu grão de angústia “(Freud e a Educação pg5).
Atualmente, são muitos os psicanalistas que negam a possibilidade de existir uma pedagogia analítica, ou de uma psicanálise aplicada à Educação, entendendo-se aí uma construção de métodos e de instrumentos de trabalho de inspiração psicanalítica que se aplicaram á situação de ensino propriamente dita .Isso porque a natureza da psicanálise ,segundo esses autores, é em tudo contrária à natureza da Pedagogia.
Apesar disso ,Freud faz parte dos pensadores da educação .Isso explicaria apenas pelo fato dele ter pensado sobre a mesma para assim, retirar-se .
Sob outro ponto de vista, no entanto ,é possível assegurar ,por várias razões ,que Freud foi ,sim, um mestre da educação pois ,o seu peculiaríssimo modo de produzir conhecimento revelou a preciosa relação que tinha com o ato de pensar :Freud pensou com a sua mente e com o seu desejo. E ao transmitir sua teoria cunhada nessa preciosa liga do pensar com o desejar ,transformou-se num mestre extremamente eficiente. Como mestre a Psicanálise fez alastrar suas ideias ,ateando fogo ao solo em que eram lançadas e modificando aos poucos ,mas de modo irreversível, o cenário cultural em que hoje figuramos.

Fonte :Freud e a Educação de Maria Cristina Kupfer



Qual a importância das relações interpessoais na escola,quando falamos de aprendizagem?




Qual a importância das relações interpessoais na escola,quando falamos de aprendizagem?


EDUCAÇÃO/PSICOLOGIA por Webmaster 



Por meio das relações interpessoais pode-se trabalhar a maioria das situações que castigam a humanidade tais como constrangimento, preconceito, discriminação conflito, corrupção, estresse, guerra, destruição ambiental, ignorância, exploração e mais e mais.
O processo de aprendizagem está atrelado às relações interpessoais. As relações familiares, sociais, institucionais estão estreitamente relacionadas aos resultados finais de avanços ou estagnações em processos de aprendizagem.
Cada um de nós teve a experiência em que passaram a interessar-se ou a rejeitar determinadas 'disciplinas' a partir de certos tipos de relações interpessoais. Existem alguns alunos que detestavam um assunto e passam a 'gostar' e interessar-se pelos mesmos a partir da presença de um novo professor. O professor passa a representar um vínculo favorável ou desfavorável com determinado tipo de conhecimento.
Estabeleça-se então a relação com as conseqüências de 'ensinar-se' a um aluno por meio de relações interpessoais negativas, a não gostar de aprender. Levando em conta a necessidade de sobrevivência com que vem se caracterizando aprendizagem, a sala de aula é um verdadeiro fenômeno social. Tudo que ocorre no contexto social maior ali estará representado.
As trocas interpessoais são incessantes e permeiam todo e qualquer procedimento de aprendizagem. A escola é um centro de relações que podem ser instrumentos positivos ou negativos de acordo com a intencionalidade e o propósito de cada profissional. O educador, em geral, deve ter como propósito a valorização da educação e o desenvolvimento integral de seus alunos.

Fonte: Artigo de Lucila L Magalhães: Relações interpessoais no cotidiano e Aprendizagem. Texto trabalhado na Palestra 'Relações Interpessoais na Escola'. Por Graça Martins - Comissão de Educação do CRP 13 – abril 2008


As fases do desenvolvimento


As fases do desenvolvimento humano




Por Claudine Oliveira (Psicanalista e Pedagoga)

Nós seres humanos até chegarmos à fase adulta passamos por algumas fases extremamente necessárias ao nosso desenvolvimento. Acredito que todos os pais antes de terem os seus pequenos, deveriam passar por estágio para maternidade e paternidade para que assim, pudesse entender melhor  o que  se passa com a prole em cada fase da vida.
A passagem saudável por todas as  fases do desenvolvimento podem determinar fortes marcas em nossa personalidade .Quem não viu um bebê colocar objetos na boca? Essa por exemplo é uma atitude normal e extremamente necessária pois, é a forma dos mesmos conhecerem o mundo .É pela boca que se experimenta e, é, de onde vem a sua fonte primeira de prazer(a boca/ amamentação).Estamos falando da fase oral que vai mais ou menos entre 0 a 1 ano  e meio   e o seio da mamãe, é como uma extensão do seu ego o mundo interior e exterior enquanto bebê, não é tão claro. Esta fase é dividida em oral precoce e oral-sádica (relacionada às mordeduras).
Na fase oral ,percebemos uma agressividade ,que nada tem a ver com o sadismo da fase anal .É no transcurso do surgimento e da instalação da agressividade ,que a zona anal se torna muito ativa e a criança passa a obter o prazer pela estimulação da membrana mucosa retal e das partes imediatamente adjacentes ,passando a ser a função do ânus predominantemente prazerosa. É quando começa as manobras da retenção das fezes ou frequente evacuações e vai mais ou menos dos dois aos três anos essa faze é extremamente importante para o desenvolvimento da libido surgindo as primeiras produções que muitas vezes, são presenteadas aos pais nos horários únicos para ambos com direito  a olhares de adeus  antes da despedidas das referidas produções orgânicas.
Somente após a faze oral e anal que os órgãos genitais se tornam fontes de prazer pela descoberta dos mesmos .Estamos falando da fase fálica .Com a puberdade ,percebe-se expressões do tocar, abraçar e beijar(as famosas brincadeiras de médico e de pai e mãe) ,que aparecem no prazer prévio remanescentes da fase oral .Nessa fase não ocorre orgasmo .Sendo demarcada  mais ou  menos por volta dos três  aos cinco anos .Freud chamou esse momento de organização genital infantil. É nessa fase que se vive o auge e o declínio do Édipo (aos três anos) e o único órgão que se reconhece é o masculino o complexo da castração é aqui predominante.
Aos cinco /seis anos ocorre uma interrupção no desenvolvimento sexual da criança: começa o período de latência  as energias são dirigidas para consolidação do ego. Por ter resolvido o complexo edipiano desenvolve-se o superego com todos os seus padrões ético, morais e de responsabilidade. Há um grande esforço de adaptação ao mundo exterior vivendo-se uma quase fase assexuada. Esse deve ser é um momento de muita tranquilidade onde os pais devem aproveitar para  desenvolvimento diversos exe. :dança ,línguas etc.
Por fim, chega-se a fase genital ( a vida adulta) onde espera-se a superação das demais fases do desenvolvimento e quando não acontece esse fato, tendemos a apresentar marcas deixadas pelas fases anteriores as chamas fixações que podem torna-se neuróticas ou não . É na adolescência que esse fase tem  inicio.
È valido deixar claro, que não existe uma regra fixa para a demarcação das fases do desenvolvimento com relação as idades pois, cada criança é uma e o processo pode ser mais longo, mais cedo respeitando-se sempre ,a sequencia das referidas fases.
Fonte :Psicanálise II SPOB