sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mecanismos de defesa


Mecanismos de defesa






Os mecanismos de defesa constituem operações de proteção postas em jogo pelo Ego ou pelo Si-mesmo para assegurar sua própria segurança. Os mecanismos de defesa não representam apenas o conflito e a patologia, eles são também uma forma de adaptação. O que torna “as defesas” um aspecto doentio é sua utilização ineficaz ou então sua não adaptação às realidades internas ou externas. (Bergeret, 2006).
Os mecanismos de defesa fazem parte dos procedimentos utilizados pelo Eu (Ego) para desempenhar suas tarefas, que em termos gerais consiste em evitar o perigo, a ansiedade e o desprazer.
Entre os mecanismos de defesa é preciso considerar, por um lado, os mecanismos bastante elaborados para defender o Eu (ego), e por outro lado, os que estão simplesmente encarregados de defender a existência do narcisismo.
Freud (1937) lembra que as defesas servem ao propósito de manter afastados os perigos. Em parte, são bem-sucedidos nessa tarefa, e é de duvidar que o ego pudesse passar inteiramente sem esses mecanismos durante seu desenvolvimento. Mas esses próprios mecanismos, que a priori, são defensivos podem transformar-se em perigos. O ego pode começar a pagar um preço alto demais pelos serviços que eles lhe prestam. O dispêndio dinâmico necessário para mantê-los, e as restrições do ego que quase invariavelmente acarretam, mostram ser um pesado ônus sobre a economia psíquica. Tais mecanismos não são abandonados após terem assistido o ego durante os anos difíceis de seu desenvolvimento.
Nenhum indivíduo, naturalmente, faz uso de todos os mecanismos de defesa possíveis. Cada pessoa utiliza uma seleção deles, mas estes se fixam em seu ego.
Tipos de mecanismos de defesa:
Formação reativa
É um contra-investimento da energia pulsional retirada das representações proibidas. Por exemplo, a solicitude pode ser uma formação reativa contra as representações violentas ou agressivas; ou as exigências de limpeza e asseio uma reação reativa contra o desejo de sujar.
A formação substitutiva pode dá-se no sentido inverso. O sujeito pode tentar mascarar por meio de uma pseudo-sexualidade substitutiva de superfície, suas carências objetais e sexuais, ao mesmo tempo que tenta se assegurar contra a carência de suas realidades narcísicas. O sujeito opera no registro das defesas do Si-mesmo.
Identificação 
A identificação é uma atividade afetiva e relacional indispensável ao desenvolvimento da personalidade. “Como todas as outras atividades psíquicas, a identificação pode, por certo, ser utilizada igualmente para fins defensivos.” (Bergeret, 2006, pág. 101)
Projeção 
Para Freud, existem nesse mecanismo três tempos consecutivo. Primeiro a representação incômoda de uma pulsão interna é suprimida, depois esse conteúdo é deformado, enfim, ele retorna para o consciente sob a forma de uma representação ligada ao objeto externo. 
A projeção ocorre em todos os momentos da vida. Ela é essencial no estágio precoce de desenvolvimento, contribuindo para a distinção entre Si-mesmo e não-Si-mesmo, onde tudo o que é prazeroso é experimentado como pertencente ao Si-mesmo; e tudo o que é penoso e doloroso se experimenta como sendo não-Si-mesmo. Esse é um processo normal que ajuda a fortificar o Si-mesmo e a estabelecer o esquema corporal.
A introjeção seria uma defesa contra a insatisfação causada pela ausência exterior do objeto. A incorporação é o objetivo mais arcaico dentre os que se dirigem para um objeto. A identificação, realizada através da introjeção, é o tipo mais primitivo de relação com os objetos.
Anulação 
Freud diz que é um processo ativo consiste em desfazer o que se fez. O sujeito faz uma coisa que, real ou magicamente, é o contrario daquilo que, na realidade ou na imaginação se fez antes.
Isolamento
Esse mecanismo é descrito por Freud desde 1894, e consiste em separar a representação incômoda do seu afeto. No isolamento o paciente não esquece os traumas patogênicos, mas perde o rastro das conexões e o significado emocional. Os fatos importantes de sua vida (e que podem ter forte teor patogênico) perdem o significado afetivo, são isolados de sua carga emotiva.
Deslocamento
Nesse mecanismo a representação incômoda de uma pulsão proibida é separada de seu afeto e este é passado para uma outra representação, menos incômoda, mas ligada à primeira por um elemento associativo (Bergeret, 2006). O afeto contido em relação a um certo objeto explode contra outro objeto.
Sublimação
Na sublimação o alvo é abandonado em proveito de um novo alvo, valorizado pelo superego e ideal de Si-mesmo. A sublimação não necessita de nenhum recalcamento.























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